segunda-feira, dezembro 18, 2006


MATAR OU NÃO? É O QUE VAMOS REFERENDAR

Li aqui há tempos que a mãe da Joana foi presa por ter morto a filha.Parece que a principal razão dada pela mãe, foi a de que não tinha condições financeiras para criar a filha com o mínimo de dignidade.Quando analisamos as condições em que querem despenalizar o aborto vem-me logo à ideia que a única diferença entre um aborto até ás 10 semanas de gravidez (quem sabe 16 pelo novo diploma que nos querem esconder) e o que a desgraçada (no sentido de coitada) da mãe da Joana fez, é que no segundo caso já tínhamos visto a cara da Joana. O não conhecermos ainda a criança torna mais fácil tomar esta decisão de matar... afinal, como diz o povo "Longe da vista longe do coração!".
Deixemo-nos de hipocrisias e convençamo-nos de que o aborto é
MATAR CRIANÇAS INOCENTES!
O que é permitido a uma mulher, é poder não engravidar numa relação sexual. Mas agora dar-lhe, por opção unicamente sua, a hipótese de assassinar uma criança inocente sem se ouvir sequer o pai, é uma coisa inacreditável!Às dez semanas o coração bate, já se vislumbram quase todas as formas do corpo... dizer que este ser não é auto-suficiente como desculpa para o aborto? Que necessita da mãe para sobreviver? E então um bebé recém-nascido ou com um, dois três ou quatro anos? Não é ele também dependente da mãe?Deixemo-nos de ilusões! Há mães sem filhos, desejosas que Deus lhes conceda esse milagre que é a Vida! Muitas delas desejosas de adoptar um filho de outros. Existem soluções para quem não pode criar os seus filhos. Há que arranjar soluções que não a morte.HÁ QUE LUTAR PELA VIDA. VAMOS VOTAR NÃO AO ABORTO

Pedro e Marta Atalaya Manoel

1 Comments:

Anonymous Margarida Direitinho said...

Concordo em 100%, e acrescento:

Primeiro: É MENTIRA que o aborto seja um drama para todas as mulheres: Conheço pessoas que fizeram abortos, às vezes vários, porque "não dava jeito nenhum ter um filho agora". Fizeram-nos, e seguiram felizes da vida, sobretudo quando conseguiram que quase ninguém soubesse; Todas as MÃES normais dariam a VIDA por um filho, não lha tirariam!!! Todas as MÃES normais prefeririam MORRER a ter de MATAR um filho!!! Deixem-se de hipocrisias e desculpas para as pobres mães que têm de abortar. Ninguém TEM DE abortar, quando espera um filho saudável. Alguém dizia que às vezes “um filho é uma coisa que vem estragar a carreira, que vem dificultar muito a vida”. Quase SEMPRE acontece, é verdade!!! Dá trabalho, sim, dá preocupações acrescidas, dá medo de não sermos capazes, pavor de alguma coisa falhar…Mas NÃO É COMPARÁVEL a mais NADA! Não pode competir com a CARREIRA, com as HORAS DE SONO, ou com as ROUPAS que deixamos de comprar! Mesmo nas situações mais dramáticas de pobreza e de abandono TEM DE HAVER OUTRA SOLUÇÃO. Antes, durante ou depois de existir mais uma VIDA.

Segundo: É MENTIRA que se os abortos passarem a ser feitos em melhores condições de saúde, não vão aumentar: Conheço pessoas que pensaram abortar, mas não o fizeram SÓ porque tiveram medo de passar pelo cenário do aborto clandestino, com todos os riscos que implica, e todo o sofrimento FÍSICO que provoca. Resultado: tiveram as crianças, orientaram as vidas e em nenhum caso houve arrependimento...

Terceiro: É MENTIRA que as mulheres vão passar a ser mais acompanhadas psicologicamente depois de fazerem um aborto legal, e que vai haver um trabalho dos hospitais, médicos e enfermeiros no sentido de evitar que a situação se repita: os hospitais estão cheios, os médicos não têm tempo para andar atrás das pessoas a ver que ideias terão na cabeça da próxima vez que “por azar” lhes acontecer o mesmo! Alguém tem dúvidas que o aborto vai passar a ser SEMPRE a forma mais rápida e eficaz de acabar com o problema???

Quarto: É MENTIRA que o governo se preocupe com o aborto clandestino, pelas condições em que é feito. Preocupa-se, sim, com os milhões que não quer gastar a evitá-lo, clandestino ou legal. O Aborto é um negócio excelente para o Governo. Iliba-o, automaticamente de todas as obrigações preventivas. Pode até fazer-se a seguinte publicidade “Jovem, se no teu Centro de Saúde não te derem a pílula, conta connosco! Não te preocupes! Faz o que quiseres, e depois dirige-te ao hospital mais próximo, que nós resolvemos o teu problema! Por Portugal, Pelos Portugueses!!!”.
Pela SAÚDE das mulheres, dizem? Mas que SAÚDE pode dar um aborto? E já que é assim tanto um drama, como dizem, vai deixar de ser porque é feito num sítio limpo???

Quinto: É MENTIRA que seja um direito da mulher ESCOLHER se tem ou não um filho que já existe. Uma mulher também não tem direito de fugir com um filho para o estrangeiro, sem o consentimento do Pai da criança. Não é uma questão da consciência DA MULHER!!! Uma mulher TAMBÉM pode ser mal formada, TAMBÉM pode ser egoísta, TAMBÉM pode ser desequilibrada. Uma mulher não PODE ter o direito de dizer, sozinha, SIM ou NÃO a uma vida, ainda que tenha estado envolvida no processo da sua geração.

Em vez de se discutir se o aborto deve ser despenalizado às 8, 10, 10,5 ou 11 semanas, e porque a tendência é, ao que parece, a liberalização, porque não discutir a despenalização das mães e pais que matam filhos...aos 8 anos, aos 15 anos, aos 25 anos? Ou dos filhos que matam pais porque são velhos "e não dão jeito nenhum"? Ou dos netos que matam avós porque são chatos??? Aborto e assassínio são a mesma coisa, em tempos diferentes, e o ESTADO não pode ser CÚMPLICE de um crime!!! Porque será que as vozes que se levantam contra a pena de morte querem agora ver aprovada uma pena de morte para quem cometeu o crime de existir??? Que OUSADIA querer dispor assim das vidas de quem (ainda) não tem voz, de quem (ainda) não se pode defender... É esta a defesa dos mais fracos??? Dos UNICOS que não têm escolha, que não têm responsabilidade, que não têm culpa do egoísmo dos pais e da politização da VIDA. Dos UNICOS que não podem votar a sua própria existência...é muito triste ver o mundo tão virado ao contrário...por uns senhores e senhoras que, eles sim, deviam ter sido abortados!!!

dezembro 27, 2006 3:49 da tarde  

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